L a m b e t a S/a.



BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Livros
MSN - lurg30@hotmail.com
border=0
 
   Arquivos

 
border=0
Outros sites

 Sebo Virtual
 Ler é preciso
 Professor de Inglês
 Muito Particular
 Concurso de Redação - Ler é Preciso
 Ponto Final
 Letras em Cena MASP


Votação
Dê uma nota para meu blog



border=0
 


Relações frívolas?

Ao ler: "... o ser humano vale pelo que produz e pelo que consome.", lembrou-me exatamente a seguinte situação, quando conhecemos uma pessoa, seja ela para amizades ou relacionamento, a primeira pergunta que todos nós fazemos institivamente ou não é perguntar:"O que você faz da vida?", "Onde trabalha?", "Mora onde?" e assim sucessivamente.

São relações que visam tão somente a posisão social. Isso faz parte da nossa sociedade de consumo. Faz parte da nossa vida?
Se vivemos numa sociedade tão voltada para a aparência, que valoriza tanto os aspectos não essenciais da vida, onde estaria a verdadeira satisfação para o indivíduo? A sanha de consumo pode representar um tipo de fuga pela trivialidade, em que o indivíduo se esconde atrás de uma posse qualquer.
A sociedade moderna é ambiente fértil para o florescimento do lado escuso do ser humano! E nem tudo é aparentemente feio, previsível, identificável, óbvio. Às vezes uma bela maçã esconde vermes asquerosos e enervantes, enquanto um maracujá murcho apraz e relaxa.

Nossa sociedade é assim: cheia de aparências que enganam. Talvez por isso ela seja tão pródiga em neuroses, egoísmos, degenerações dos que se perdem, ou dos que saem aos seus...

As pessoas que insistem em ser honestas, contra toda a lógica dominante, tentam passar incólumes pelos cruzamentos, pelas ruas esquecidas e pela corrupção e violência onipresentes, perigosamente ocultas ou despudoradamente visíveis, "legalmente" protegidas, corporativamente "blindadas", sociamente preservadas e relevadas. Elas tentam sobreviver, de olhos bem abertos e portas e vidros bem fechados.

Os ideais e princípios agonizam em meio a modismos fabricados e projetos de poder. Os jovens carecem de referenciais edificantes, de família. Com isso, eles acabam seguindo modelos distorcidos herdados, ou se opõem inconseqüentemente a tudo, testando limites físicos e morais em aventuras destrutivas ou auto-destrutivas.

Então, o que fazer?

Ao olhar para si mesmo há um processo de conhecimento.Percebe-se que existe espaço para desenvolver um potencial deveras criativo. O ser humano, de maneira geral, não costuma perceber-se, conhecer-se e valorizar-se. Esse é um ponto que fica um pouco obscuro quando se lê e se fala de relacionamento. Se a descoberta do outro é necessária nas relações sociais, a relação consigo mesmo é indispensável para que haja relacionamento sadio com o outro e também com o mundo.

Ponto?!?



Escrito por Luciana às 22h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
border=0