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Mais um pouquinho da 7ª Arte: Pequena Miss Sunshine

Um filme modesto pode se tornar grande. A prova é "Pequena Miss Sunshine”. Ganhador do Oscar de melhor roteiro original em 2007, a produção de orçamento minúsculo me cativou ao abordar temas pesados (adolescência problemática, fracasso profissional, homofobia, suicídio, desilusão amorosa e drogas) sem perder o senso de humor. Tudo graças a um elenco talentoso e bem dirigido, além de diálogos enxutos e precisos.

O longa é um "road movie". Uma família disfuncional atravessa o deserto, em uma Kombi amarela com defeito, para levar a caçula até a Califórnia onde será disputado um concurso de beleza para crianças. No caminho, os dramas dos seis personagens se agravam, criando um clima de tensão e ânimos exaltados. Apesar da "lavagem de roupa suja" sobre quatro rodas, o filme alimenta a esperança de que a família Hoover, bem como a da platéia no cinema, tem chance de se entender e ficar unida.

Ou seja, a imagem da família empurrando a Kombi não é à toa no filme dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris.  Se não se agarrasse a um fio de otimismo no final da história, "Pequena Miss Sunshine" seria mais contundente ao mostrar a perversidade dos adultos em castrar a infância de seus filhos para realizar seus ideais de sucesso, fabricando uma geração de crianças plastificadas e pasteurizadas, tanto na beleza como nas atitudes para enfrentar seus conflitos.

Já assisti a muitos filmes, pois amo cinema. Poucos tiveram um sabor tão especial como este.  Roteiro, personagens, cenários, a Kombi, os atores, tudo maravilhosamente simples, maravilhosamente perfeito. A pequena Miss parece ser uma utopia de tão perfeita que é para o papel. O filme nos atinge em cheio, trazendo-nos a reflexão sobre nossas vidas. Gostaria de ressaltar uma cena em especial, quando a Miss toca seu irmão e o chama para voltar para a Kombi.

Imperdível!

Ponto.



Escrito por Luciana às 20h44
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