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Coisas que perdemos pelo caminho

Audrey Burke está em choque com a notícia que acaba de ser levada à sua porta pela polícia local: seu amado marido Brian, pai de seus dois filhos, foi morto em um ato de violência, com o qual ele não tinha nenhuma relação. Antes ancorada no amor e conforto do casamento de 11 anos, Audrey agora está à deriva. Por impulso, ela recorre ao amigo de infância do marido, Jerry Sunborne, um desamparado viciado em drogas. E, desesperada para preencher o doloroso vazio causado pela morte de Brian, Audrey convida Jerry para morar no quarto anexo à garagem da família na esperança de que ele possa ajudar a ela e suas crianças a lidar com a repentina perda.

Fonte: Cine Players

Halle Berry dá vida a uma personagem totalmente apática, sem expressão, sem emoção depois de perder o grande amor de sua vida - um papel que coube perfeitamente a ela.

Quando ela encontra-se com o personagem do Benicio Del Toro, atuação perturbadora e magnífica fica evidente que quer ser feliz novamente e reviver a paixão perdida, apesar de toda a 'armadura' que ela mesma colocou ao seu redor para enfrentar a morte do seu marido.

Ao mesmo tempo em que ele também necessita de ajuda para enfrentar os problemas com as drogas e a certa culpa que acaba tendo com a morte do melhor amigo e os erros cometidos no passado.

Nesse ponto, "Coisas que perdemos..." é excepcional. Consegue ser um melodrama sem ser meloso e desenvolve um roteiro belíssimo, além do trabalho dos planos ser excelente com o abuso dos closes nos personagens - mostrando o quanto para a diretora Susanne Bier é importante se estabelecer um paradoxo entre as personagens e quem está assistindo ao filme.

O filme consegue trabalhar, de uma forma diferenciada dos demais existentes, um tema tão constante em filmes dramáticos: a perda.

Não é o filme da minha vida, mas me emocionou.

Ponto.



Escrito por Luciana às 14h49
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